Heróis da Fé – Eu quero ser um

Colunista colaboradora: Lairrana Teles, RJ

438x438PresentesEvangelicos_heroispfgTJá faz algumas semanas que tenho lido o Livro intitulado “Heróis da Fé”, escrito por Orlando Boyer, onde ele descreve a bibliografia de grandes homens de fé que fizeram história no passado, por intermédio do Senhor Jesus e seu Espírito.
No livro consta edificantes histórias de vida de homens, começando por Matinho Lutero, Jonathan Edwards, John Bunyan, John Wesley, Charles Spurgeon e outros mais… Ao ler cada detalhe de vida desses servos do Senhor, tenho visto que hoje em dia muitas coisas mudaram. Estes homens marcaram suas vidas dando tudo que tinham para a obra do Senhor, eles deram suas vidas, seu tempo, suas famílias e seus bens. Dedicaram todas as forças para melhor servir a Deus. Quando leio sobre estes feitos, eu sinto que não faço nem a “metade” do que aqueles homens faziam por amor a Cristo.

Eles lutavam para pregar a Palavra. Hoje somos livres para expor nossas ideias e nossos argumentos teológicos, hoje somos livres para ir contra qualquer heresia e doutrina farisaica, todavia… Naqueles tempos era difícil, não era qualquer um que podia ir contra a Igreja Católica e suas erradas práticas como Lutero. Não era qualquer um que podia facilmente levantar um Grande Avivamento numa Europa reformada – mas fria, como Jonathan Edwards. Não era qualquer um que, simplesmente – mesmo sem escolaridade – escrevesse um livro tão famoso e reconhecido pelo mundo todo como John Bunyan, com sua obra “O Peregrino”, e mesmo estando preso. Não era qualquer um que erguia uma grande denominação avivalística como Wesley. E também não se via grandes pregadores eloquentes como Spurgeon. Não era qualquer um… Não se via pelas ruas homens assim, era raro, contudo, precioso. Não os exalto nem os engrandeço, sei que não é qualquer um que pode fazer grandes obras pela fé… Mas sim qualquer um que quiser dispor sua vida para servir a Cristo fielmente. A estes Deus concede o dom e a fé como destes homens, a estes Deus honra, como honrou a cada um deles.

Ao ler este livro, também tenho visto as mudanças drásticas que o evangelho tem tomado. Eles pregavam e evangelizavam pela fria Europa, sofriam prisões e julgamentos, somente por amor a Palavra e o dinheiro não era envolvido. Eles faziam de graça porque se sentiam mais do que obrigados, era preciso, e eles eram gratos. Ao ler as palavras de oração de temor de Lutero, vejo que tinha um coração tão grato e temeroso na Palavra, somente sentia prazer em pregar sua descoberta – O justo viverá da fé. E Jonathan Edwards que se dedicou desde a infância a árdua e aprofundada leitura da Palavra, e Bunyan que, assim como Paulo, mesmo preso não deixou de escrever as boas novas, criando sua obra cristã O Peregrino que foi editado várias vezes e é lida até hoje.

E não posso deixar de falar sobre Spurgeon, eu já li alguns de seus sermões anteriormente, inclusive “O Chamado ao Ministério” e já havia ficado maravilhada. Sem dúvidas ele pode ser chamado de O Príncipe dos Pregadores. São homens que guardaram a fé e combateram um bom combate. Homens falhos e pecadores, como nós. Homens que se espelharam em Jesus, Paulo e nos apóstolos. Homens que priorizaram a Bíblia acima de tudo e todos. Eles receberam a coragem e o dom de Deus para ir contra qualquer principado ou heresia. Se levantaram em prol da defesa do Evangelho.

Simplesmente é dificil até imaginar como eles conseguiram se sacrificar tanto pelo Evangelho sem ganhar nada em troca, seus desfalecimentos foram inevitáveis, as enfermidades acometeram a todos, e todos morreram como qualquer ser humano, pois como diz a Palavra, o tempo ruim vem tanto para o justo, como o injusto. E esse tempo ruim chegou para Cristo, Paulo, Pedro, Estêvão, João e tanto outros seguidores de Cristo… como também para estes homens. Lembro-me de A.W Tozer e sua vida humilde sem estudos e formação acadêmica, mesmo sendo considerado um grande pregador do século ele abriu mão de luxo e conforto para ir pregar de bicicleta pelas ruas. Este era o evangelho de antes. O de hoje tem suas exceções, mas sofreu algumas mudanças, se não “grandes” mudanças. Hoje pregamos em palanques, grandes festas e congressos, hoje somos reconhecidos por “congressistas”, “conferencistas”, “pregadores do Gideão”, “seminaristas”, “evangelistas”, “cantores gospel” enfim… Tanto títulos criamos ao longo desses séculos para o evangelho de Cristo, que tem o tornado complexo, ao invés de simples. Tantas formações acadêmicas precisamos ter para pregar. Tantas oportunidades precisamos ter para falar em certas Igrejas “reconhecidas” ou programas de TV e rádio. Atualmente temos que nos meter na politicagem e em debates para ficarmos satisfeitos e crescermos perante a sociedade, certo que alguns usam destes meios todos para evangelizar e defender o evangelho,todavia, você sabe… não é a maioria, infelizmente. Três coisas ocuparam, e tem ocupado, o coração do homem cristão: 1. Fama; 2.Status financeiro; 3.Auto imagem. Pensamentos como “Como estou diante de Deus?” tem sido substituído por “Como estou diante dos homens?”.
Que venhamos pensar sobre nossa trajetória cristã, que venhamos ser imitadores de Cristo e destes homens. Que venhamos nos preocupar com o nosso futuro: será que quero servir a Deus por causa do dinheiro e da fama que o “gospel” tem trazido? Ou é porque eu O amo e quero trabalhar para ser um instrumento para o evangelho? É porque amo as almas e amo ajudar e servir? Jesus lavou pés e serviu. Será que eu quero fazer o mesmo? Sujar as mãos?. Devemos parar e nos auto-questionar sobre isso tudo. Nos inspirar em servos humildes, nos espelhar nos discípulos de Jesus, e em homens ao longo da Bíblia e da história. Melhor do que qualquer outro título, é o de ser chamado de “Servo fiel”. E quem sabe um dia estaremos com nossos nomes no hall de Heróis da fé.

O Livro pode ser encontrado p/ venda em nosso site: HERÓIS DA FÉ – ORLANDO SPENCER BOYER

 

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